4. INT. CABANA DE QUINCAS · DIA
É o objeto que o filme inteiro persegue. Ele se parte, e os três fragmentos vão parar em três territórios: um no Cerrado, um no Pantanal, um na Amazônia. Sem eles, a Senhora das Nascentes não volta a dormir.
No couro estão os mesmos símbolos da legenda do mapa: a árvore ancestral, a espiral dos lugares escondidos, a pata das criaturas guardiãs. Na madeira, a capivara e o tuiuiú. Os dois objetos falam a mesma língua, porque foram feitos pela mesma floresta.
E há uma marca escondida no couro. Quando Lelo a encontra, ela projeta Quincas jovem tocando a batida de comando: a floresta se curva, a água para, a Senhora adormece à força. Foi assim que tudo começou. É por isso que ela oferece o tambor a Lelo: "Bata. Ordene que eu durma. Salve sua vila."
Ele não bate. E no fim, o tambor não vai para um pedestal: fica no chão da praça, cercado de crianças e adultos, onde qualquer um alcança.