Uma produção

Lelo, o primeiro pirata do Cerrado

Trailer do filme · Bruce Spike: A Missão Contra o Medo

Sinopse

Quando a nascente de água que abastece a vila onde Lelo mora seca e a mata começa a desaparecer, o menino, que sonha em ser pirata, descobre que a Senhora das Nascentes, assustada, passou a recolher para dentro da terra tudo o que ama.

Ao lado de Yumi, Geleia e Amora, ele atravessa o portal do Mar-Verde em busca dos três fragmentos de um tambor sagrado, protegidos por guardiões do Cerrado, Pantanal e Amazônia.

Para salvar sua casa e a de seus amigos, terá de deixar de agir sozinho e confiar na sua tripulação.

Aventura Amizade Natureza Água Cinema para as infâncias

Público

Público alvo

Faixa principal

6 a 9 anos

Em fase de ampliação do raciocínio lógico, resolução de problemas e fortalecimento da autoimagem.

Faixa secundária

4 a 6 anos

Já se conectam ao tom lúdico e aventuresco, e acompanham a narrativa com apoio dos familiares.

E também

Famílias e educadores

Em busca de conteúdo seguro e divertido, com mensagens positivas sobre diversidade, cidadania e cooperação.

Universo

Lelo vive entre a Vila Mato Dentro e uma floresta encantada onde o Cerrado, o Pantanal e a Amazônia se conectam por um imenso mar-verde.

O mundo real

A Vila Mato Dentro é um condomínio localizado em Mato Grosso, em meio ao Cerrado.

É onde Lelo vive com sua mãe e Geleia, seu porquinho-da-índia. Na casa ao lado mora Yumi, sua melhor amiga e companheira de aventuras.

Próximo à vila existe uma reserva florestal cuidada por Quincas, o morador mais antigo do lugar. É em sua antiga cabana que Lelo descobre uma passagem escondida para outro mundo.

A floresta encantada

Do outro lado do portal existe o mar-verde: um oceano formado por folhas, água, lama, vento e memória.

Esse mundo conecta o Cerrado, o Pantanal e a Amazônia. Nele, os animais falam, os caminhos mudam e o tempo corre de forma diferente.

A floresta não é apenas um cenário. Ela observa, responde e se transforma de acordo com as atitudes daqueles que a atravessam.

Cenários

Clareira ensolarada no interior da mata: troncos altos e inclinados, pedras claras e vegetação densa em camadas de verde.
Reserva florestal
Fachada de uma casa de vila com telhado de telhas vermelhas e cadeira azul no gramado, ao lado de um portal de pedra em arco que abre para o caminho de terra.
Fachada da casa do Quincas na Vila Mato Dentro
Um navio de velas brancas e bandeira negra navegando sobre as copas da mata, entre paredões de rocha alaranjada.
O mar-verde

Ilustrações por Ítalo Tapajós e Gabriella Plothow

Desafios da missão

Para restaurar o tambor e despertar novamente o caminho das águas, Lelo e sua tripulação atravessam três territórios do mar-verde. Cada bioma possui uma paisagem, um guardião e um desafio a ser conquistado.

Clique em um territórioToque em um território

O território

A reserva vista de dentro: um horizonte impossível, copas ondulando como marés, raízes formando correntes. É onde nascem as águas, e é o chão que Lelo achava sem graça.

Lugares principais

  • Mar-verde
  • Corredor de capim
  • Clareira da Nascente Oculta

O guardião

Lobo-guará

Todo mundo diz isso antes de arrancar alguma coisa.

Cena 19, quando Lelo diz que está tentando salvar o Cerrado

O desafio da tripulação

A nascente se esconde. Lelo aciona a garra da cadeira para arrancar a pedra e o lobo-guará se põe na frente. O grupo só encontra a água quando desliga a cadeira e encosta o ouvido no chão: ela corre por baixo de uma raiz. Eles reconstroem o caminho com pedra e barro, e a nascente volta sozinha.

Você parou de procurar o que era grande. Foi assim que encontrou o que importava.

Personagens

Lelo em sua cadeira adaptada, com chapéu de pirata e luneta

Lelo

11 anos · Protagonista

Lelo tem 11 anos e usa uma cadeira de rodas personalizada com bolsos, luneta e diversos mecanismos. Imaginativo, inteligente e inventivo, é fascinado pelo pirata Bruce Spike do seu vídeo-game e tenta reproduzir sua imagem de coragem e autossuficiência. Obstinado e impulsivo, costuma esconder o medo e a insegurança assumindo o papel de capitão que precisa saber tudo e resolver tudo sozinho. Ao longo da história, aprende que aceitar ajuda não diminui sua autonomia e que liderar também significa escutar, confiar e dividir decisões com a tripulação.

Yumi, de camiseta roxa, com um baralho de cartas na mão

Yumi

11 anos · Coadjuvante

Yumi tem 11 anos, usa colete e carrega consigo um baralho japonês mágico. Observadora, prática e intuitiva, percebe os sinais do ambiente que muitas vezes escapam a Lelo e não hesita em questioná-lo quando sua impulsividade coloca o grupo em risco. É afetuosa sem ser superprotetora, respeitando a autonomia do amigo ao mesmo tempo em que permanece ao seu lado quando ele precisa. Segura emocionalmente, entende que medo e vulnerabilidade não são sinais de fraqueza e, durante a história, passa a ocupar naturalmente um espaço maior de decisão e liderança.

Geleia, um porquinho-da-índia de óculos de proteção na testa, de pé

Geleia

Porquinho-da-índia · Engenheiro

Geleia é um porquinho-da-índia de óculos, pequeno, habilidoso com ferramentas e apaixonado por mecanismos, engrenagens e invenções. No mundo comum, comunica-se por assobios e gestos, mas ganha voz ao atravessar para o Mar-Verde, revelando uma personalidade racional, metódica, detalhista e bastante sarcástica. Procura explicações técnicas até para os acontecimentos mais fantásticos e se torna um importante contraponto cômico da tripulação. Apesar de cauteloso e frequentemente apreensivo, é profundamente leal e enfrenta seus medos para permanecer ao lado dos amigos.

Amora, uma gata preta de coleira com guizo, de corpo inteiro

Amora

A gata de Yumi · Sensor da tripulação

Amora é uma gata preta, silenciosa e extremamente atenta ao que acontece ao seu redor. Desde o início, percebe alterações na natureza antes dos demais, reagindo às batidas subterrâneas e aos sinais do Mar-Verde, o que faz dela uma espécie de sensor intuitivo da tripulação. Independente, curiosa e imprevisível, age mais por instinto do que por planejamento, mas frequentemente encontra soluções quando os outros estão presos à lógica ou à pressa. Apesar de se assustar diante do perigo, permanece junto ao grupo e participa ativamente da jornada. Sua sensibilidade à natureza acaba reconhecida como uma forma legítima de cuidado: Amora é aquela que “escuta antes de todo mundo”.

Quincas, de chapéu, camisa vermelha e bengala, de corpo inteiro

Quincas

Mais de 70 anos · Mentor

Quincas é um homem pardo, magro, com mais de 70 anos, da baixada Cuiabana cuja aparência e modo de vida revelam sua profunda ligação com a natureza e com os conhecimentos do Mar-Verde, o Cerrado. Sábio, paciente e enigmático, assume o papel de mentor, preferindo provocar reflexões a oferecer respostas prontas. Por trás de sua serenidade, porém, carrega culpa e arrependimento por ter, quando jovem, confundido proteção com posse e tentado controlar sozinho aquilo que deveria ser compartilhado. Ao orientar Lelo, reconhece seus próprios erros e encontra a oportunidade de transmitir uma forma diferente de cuidar, baseada na escuta, na confiança e na coletividade.

A Senhora das Nascentes: rosto ancião feito de água, cabelos que se estendem como rios, corpo líquido com memórias projetadas na superfície

Senhora das Nascentes

Guardiã das águas · Antagonista

A Senhora das Nascentes é uma entidade ancestral e gigantesca ligada às águas e ao equilíbrio do Mar-Verde, o Cerrado. Sua forma é feita de água, com pele e cabelos líquidos que podem se prolongar como rios, e sua presença muda de escala e aparência conforme seu estado emocional. Poderosa, desconfiada e protetora, desperta assustada e passa a recolher água, plantas e territórios para impedir que sejam destruídos pelos humanos. Sua dureza nasce do medo de que eles voltem a esquecer, queimar e tomar aquilo que deveriam cuidar. Por isso, confunde proteção com controle, funcionando como um espelho do próprio conflito de Lelo. Ao perceber que o cuidado pode ser compartilhado e baseado em escuta, começa a abandonar essa postura defensiva e aceita experimentar uma nova relação de confiança, mesmo sem deixar de ser vigilante.

Estudo de expressões · a tripulação inteira, design fechado · arraste para o lado

Cinco expressões de Lelo: pensativo, rindo, gargalhando, assustado e de língua de fora
Lelo
Cinco expressões de Geleia: aprovando, bebendo, de língua de fora, com lupa e emburrado
Geleia
Cinco expressões de Yumi: rindo, contrariada, gritando, escondida atrás de uma carta e desconfiada
Yumi
Cinco expressões de Amora: assustada, de perfil rosnando, saciada lambendo a pata, chorando e dormindo
Amora
Cinco expressões de Quincas: surpreso de língua de fora, desconfiado, rindo, cabisbaixo e de olhar duro
Quincas
Seis estados da água da Senhora das Nascentes: escura, revolta, agitada, furiosa, parada e serena
Senhora das Nascentes

Do outro lado do portal

Itens mágicos

A cadeira de rodas adaptada de Lelo, com bandeira de pirata e bolsos
Estudos da cadeira ganhando pernas mecânicas e escalando uma encosta
Estudos de transformação

A cadeira

A cadeira de rodas de Lelo é também o maior projeto de engenharia de Geleia, que está sempre ajustando, consertando ou inventando alguma nova função para ela.

Personalizada com bolsos, luneta, ferramentas e mecanismos improvisados, foi pensada para acompanhar a autonomia e o espírito aventureiro de Lelo.

Ao atravessar o portal, a cadeira reage à magia e leva o projeto de Geleia ainda mais longe, ganhando rodas maiores, garras de escalada e pequenas velas, transformações que surpreendem até o próprio Geleia, que admite que “ainda estava trabalhando no projeto”.

O mapa

O mapa é um artefato encantado feito de fibras naturais, entregue por Quincas à tripulação para orientá-la pelo Mar-Verde.

Nele, Cerrado, Pantanal e Amazônia aparecem conectados, com marcas que indicam os fragmentos do tambor e linhas luminosas que sugerem caminhos. Mas ele não oferece uma rota fixa: suas linhas mudam, desaparecem e se reorganizam conforme o território e as escolhas do grupo.

O mapa reage a quem o manipula, enrola suas fibras em Geleia e chega a revelar memórias de Quincas. Sua função não é dar respostas prontas, mas orientar a jornada: ele mostra o território, enquanto as decisões precisam ser tomadas pela própria tripulação.

O mapa da Floresta Encantada aberto: legenda com árvores ancestrais, rios vivos, caminhos mutantes, criaturas guardiãs, lugares escondidos e perigo à noite
O mapa com a floresta iluminada: os caminhos aparecem inteiros, do rio à árvore ancestral
Dia
O mesmo mapa com a noite tomando mais da metade: caminhos desfeitos e pontos de interrogação no lugar deles
Noite

O mesmo território, duas horas do dia. Os caminhos não estão no mesmo lugar.

O tambor inteiro: no couro, um sol de raios com uma espiral no centro; no corpo de madeira, cordas trançadas em zigue-zague, triangulos e penas
Inteiro
O tambor partido em três: duas metades do couro com o sol e a espiral, e o corpo de madeira vazio embaixo
Partido em três

O tambor

O tambor é um artefato ancestral feito de madeira e couro, ligado à Senhora das Nascentes e ao equilíbrio das águas do Cerrado.

Originalmente inteiro, sua batida mantinha o ritmo que embalava o sono da entidade; quando o instrumento se parte, seus três fragmentos são espalhados pelo Cerrado, Pantanal e Amazônia, e a Senhora desperta assustada, passando a recolher para dentro da terra a água e a vegetação.

Conforme os fragmentos são recuperados, cada nova batida começa a restaurar aquilo que estava desaparecendo, até que o tambor volta a ficar completo. Mais tarde, a tripulação descobre que ele também guarda uma antiga batida de comando, capaz de obrigar a Senhora a dormir, poder que Lelo decide não usar.

Estrutura dramática e arco de Lelo

A aventura externa e a transformação interna avançam juntas. A cada território, Lelo é confrontado com uma nova consequência de sua crença de que ser capitão significa controlar, decidir e resolver sozinho.

O arco de transformação de Lelo:

  1. Eu consigo sozinho
  2. Preciso controlar
  3. O mundo não obedece
  4. Minha forma de proteger também machuca
  5. Não preciso controlar para cuidar
  6. Todo mundo junto

Ato I

A falsa ideia de ser capitão

Lelo acredita que autonomia significa não precisar de ninguém.

  1. 01

    O capitão que não pede ajuda

    Cenas 1 a 3

    Lelo comanda uma tripulação de brincadeira na nascente e recusa a ajuda de Yumi inúmeras vezes, quando a roda de sua cadeira trava numa raiz, insiste até quase tombar e conclui que tinha calculado aquilo. Na praça, diante do jogo de Bruce Spike, repete em voz baixa a frase do herói que idolatra: o mundo pertence a quem tem coragem de tomá-lo.

  2. 02

    O mundo que ele tenta consertar

    Cenas 4 a 8

    A nascente da Vila Mato Dentro é sugada para dentro da terra, e os moradores começam a falar em ir embora. Querendo ajudar, Lelo perfura o leito seco, atinge algo e provoca um incêndio, ficando preso entre os próprios tubos. Quem o solta é Yumi: ele diz que consegue sozinho, mas ela insiste em ajudar. É ela quem nomeia o defeito: ele estava tentando ser o capitão que resolve tudo sozinho. A crise externa e a falha interna passam a ser o mesmo problema.

  3. 03

    A travessia

    Cenas 9 a 15

    Quincas apresenta o tambor partido, a Senhora das Nascentes, os três fragmentos e o mar-verde. Ele não pode atravessar: quando teve sua chance, confundiu guardar com possuir. Lelo aceita a tripulação e cruza o portal com Yumi, Geleia e Amora pensando que tripulação serve para assistir ao capitão.

Ato II

O mundo não obedece

Cada território transforma sua necessidade de controle em obstáculo.

  1. 04

    O território não obedece

    Cenas 16 a 37

    No Cerrado e no Pantanal, Lelo até consegue os fragmentos com sua tripulação, mas isso tem consequências negativas. Ele arranca a pedra da nascente oculta no Cerrado e seca de vez o fio de água que procurava; força uma passagem estreita no Pantanal e o navio sai avariado; ignora o tempo do jacaré e perde as cheias. A função dramática não está nos desafios de cada bioma, mas na repetição da mesma causa com consequências que crescem.

  2. 05

    O capitão começa a ceder

    Cenas 20 a 37

    Os apontamentos passam a vir dos outros, e ele começa a aceitá-los. Yumi manda parar tudo; Lelo desliga a cadeira, encosta a palma no chão e escuta a água correndo sob a raiz. Não é pela força que o primeiro fragmento aparece. No leme descontrolado, solta quando escuta Yumi, mas a mudança é parcial.

  3. 06

    O capitão chega sozinho

    Cenas 45 a 52

    Na Árvore-Mãe a harpia pergunta por que a floresta deveria confiar nele, e ele responde com a lista dos próprios feitos. Sobe cravando garras no tronco até a escadaria desabar. Quando a Senhora surge com o terceiro fragmento e resume que capitães vão à frente e tripulações seguem, Lelo afasta a mão de Yumi, pede para deixarem com ele e atravessa a ponte sozinho. A ponte desaparece, a tripulação é recolhida, o fragmento se fecha na mão da entidade. É a grande derrota do arco.

  4. 07

    Lelo se reconhece na Senhora

    Cenas 51 a 63

    O confronto não é físico. Na própria água do corpo, a Senhora devolve a Lelo as imagens dele comandando o navio, arrancando a pedra, tomando o leme de Yumi e atravessando o portal à frente, e conclui que os dois são diferentes apenas no tamanho. Ela recolhe o mundo com medo de perdê-lo; ele decidiu tudo sozinho pelo mesmo medo. Lelo devolve os fragmentos que carregava e passa a responder ao ritmo dos outros em vez de comandá-lo. É a principal virada interna do filme.

Ato III

Cuidar sem possuir

Lelo recebe o poder de mandar e escolhe não usá-lo.

  1. 08

    O poder de mandar

    Cenas 74 a 85

    Diante do portal, uma marca escondida no couro revela a batida de comando. A Senhora manda que ele bata. E ele bate: uma vez, duas, e o mar-verde congela. Antes da terceira, vê no reflexo o futuro que ela produz, a entidade dormindo, o tambor escondido de novo, a vila esquecendo outra vez, e para. O filme entrega a Lelo exatamente o que ele queria no primeiro ato, e a recusa é a prova da transformação.

  2. 09

    Todo mundo junto

    Cenas 86 a 91

    Uma criança diz que Lelo salvou a nascente e ele corrige para: "A gente salvou!". Quincas admite diante da vila inteira que achou que proteger era esconder. O tambor não vira troféu: fica no chão da praça, cercado de crianças e adultos. Yumi organiza os grupos de cuidado da trilha, da vegetação e da nascente; Geleia apresenta a medição de água, temperatura e risco de fogo. Quando um morador pergunta quem manda, a resposta é: "Ninguém sozinho".

Lelo entra no mar-verde querendo provar que consegue sozinho. Volta entendendo que cuidar de um território é uma tarefa de todos.

Eu consigo sozinho → Todo mundo junto

Produção · equipe principal

Equipe chave

Marcelo Biss

Direção

Cineasta com mais de 40 anos de audiovisual e membro da ABC Cine. Como diretor, realizou dois longas e uma série, com destaque para Luciene, vencedor do Troféu Coxiponés de Melhor Longa no 20º Festival de Cinema de Cuiabá, selecionado no Circuito Inffinito 2021, em Miami, Nova York, Barcelona e Londres, e no Festival Mulheres Mais. Fundador da Paralelo 15 Filmes, foi diretor de fotografia de Bruce Spike e a Batalha da Berinjela e supervisionou Bruce Spike e a Missão Contra o Medo, acompanhando a evolução visual dos personagens e do pipeline do longa. Fotografou ainda cinco longas, entre eles Beatriz Vira-Folhas e Memória de Elefante, além de documentários internacionais e mais de 30 curtas premiados.

  • 40+anos de audiovisual
  • 2longas dirigidos
  • 5longas fotografados
  • 30+curtas premiados

Caru Roelis

Direção e roteiro

Roteirista e diretora natural de Alta Floresta (MT). Graduada em Rádio e TV pela UFMT/UFF, atua no setor desde 2015. Diretora e roteirista de A Gente Nasce Só de Mãe, vencedor do prêmio de Melhor Direção na Mostra Nacional Sesc de Cinema e exibido em mais de 30 festivais. Foi assistente de direção nos longas Luciene e A Batalha de Shangri-lá. Criadora do universo Bruce Spike, com os curtas Bruce Spike e a Batalha da Berinjela e Bruce Spike e a Missão Contra o Medo, além de projeto de série desenvolvido a partir da mesma propriedade intelectual, agora adaptada para longa-metragem.

  • 2015no setor desde
  • 30+festivais
  • 2curtas do universo Bruce Spike
  • 1série desenvolvida (26 ep. de 13’)

Marcos Ferraz

Roteiro

Roteirista e dramaturgo com extensa trajetória em televisão, streaming, animação e conteúdo infantojuvenil, com experiência também em séries de ficção e não-ficção. Atuou como chefe de roteiro em projetos como Clube da Anittinha, Escola de Gênios, Cena Inquieta, O Mestre e o Muriqui e Zica e os Camaleões. Seu currículo inclui trabalhos para Netflix, Globoplay, Gloob, Disney Channel, Cartoon Network, Rede Globo, Record, Discovery, Band, GNT e TV Cultura, em produções como Cidade Invisível, Reis, Gênesis, Mothern e Era Uma Vez Uma História. Reúne reconhecimentos como Prêmio ABRA de Melhor Roteiro Infantojuvenil, Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e APCA, além de indicações ao Emmy Kids Awards e Emmy Internacional em séries das quais participou. É também autor e adaptador teatral, com obras premiadas. Possui formação profissional pela Oficina de Teledramaturgia da Globo, Teatro Escola Célia Helena e curso Story, de Robert McKee.

  • 30+anos de trajetória
  • 10+emissoras e plataformas
  • 5séries de destaque
  • 3obras teatrais premiadas

Matheus Rocha

Roteiro

Cineasta, roteirista, produtor cultural, ator e montador baiano. Formado em Produção Cultural pela UFBA, é fundador da Me Too Produções e um dos idealizadores da Mostra Cine PCD. Dirigiu e roteirizou curtas premiados, entre eles Escadas, vencedor de Melhor Filme pelo Júri Técnico e pelo Júri Popular no Festival Entretodos. Atua na promoção da acessibilidade e da inclusão no audiovisual brasileiro e participou da produção de festivais como Kinoforum, Festival de Gramado, Mostra Lugar de Mulher é no Cinema e FILTE.

Desenvolvimento e produção

Patrícia Oriolo

Consultoria de roteiro

Roteirista desde 1991, indicada ao Emmy Internacional em 2007 pela série Mothern (GNT). Possui sólida trajetória em animação: foi roteirista-chefe de Vivi Viravento, consultora de roteiro de Perlimps, de Alê Abreu, e argumentista de Papaya. Coordenou o desenvolvimento de Senninha na Pista Maluca e Saga Animal. Acompanha o universo Bruce Spike desde seu desenvolvimento em série e segue como consultora na adaptação e criação do longa-metragem.

  • 1991roteirista desde
  • 2007indicação ao Emmy Internacional
  • 5animações no currículo

Bárbara Varela

Produção criativa e executiva

Produziu 28 curtas e 6 longas, entre eles Memória de Elefante, Beatriz Vira-Folhas e A Batalha de Shangri-lá. Foi produtora executiva das séries Entre Longes e Desobediência de Gênero. Suas produções têm circulação nacional e internacional, com obras premiadas em festivais como Cine-PE e Oslo Film Festival. Criadora do Box de Curtas, programa colaborativo de produção audiovisual do Centro-Oeste, é produtora criativa e executiva da Paralelo 15 Filmes. Integra o universo Bruce Spike desde Bruce Spike e a Batalha da Berinjela e foi responsável pela estratégia de desenvolvimento da propriedade intelectual do curta à série e ao longa.

  • 28curtas produzidos
  • 6longas produzidos
  • 2séries em produção executiva

Participação em negociação

Em negociação

Charles Emmanuel

Dublagem e direção de dublagem

Charles Emmanuel de Barros Marcondes nasceu em 6 de janeiro de 1989, em Piraquara (PR). É um ator, dublador, youtuber e streamer brasileiro. Começou profissionalmente na dublagem aos 7 anos e ficou conhecido por dar voz a personagens como Rony Weasley, de Harry Potter, Ben 10, Rigby, de Apenas um Show, Mutano, de Jovens Titãs, e Ash Ketchum, de Pokémon.

Além da dublagem, Charles mantém o canal Dubladiando e também realiza transmissões ao vivo, compartilhando conteúdos sobre sua carreira e jogos. Ao longo da carreira, recebeu prêmios de dublagem, incluindo o Prêmio Yamato e reconhecimentos no Crunchyroll Anime Awards.

Execução · trajetória, estágio e método

A trajetória da obra

O longa não começa do zero. Bruce Spike é uma propriedade intelectual em desenvolvimento continuado, que passou por dois curtas e um projeto de série antes de chegar à etapa do longa.

  1. 2021 Bruce Spike e a Batalha da Berinjela Curta-metragem
  2. 2025 Bruce Spike e a Missão Contra o Medo Curta-metragem
  3. 2025 – presente Bruce Spike · A série 26 × 15’ · em desenvolvimento
  4. 2026 – presente Bruce Spike · O filme Longa-metragem · 90’ · projeto atual

24 meses de produção

Cronograma executivo

  1. 01

    Pré-produção

    Meses 01–06

    Conclusão do desenvolvimento e início da preparação do filme.

    Tratamentos e consultorias de roteiro, revisão dos designs e conclusão dos cenários, storyboard, animatic e definição de elenco de vozes.

  2. 02

    Produção

    Meses 05–18

    Construção e animação do universo de Bruce Spike.

    Gravação de vozes, criação de layout, direção de cena, animação, criação e ajustes de cenários e composições.

  3. 03

    Pós-produção

    Meses 17–24

    Finalização do filme e preparação para o lançamento.

    Montagem, criação e licenciamento da trilha sonora, design de som, mixagem, finalização de imagem, acessibilidade, masters e distribuição.

Viabilidade

Orçamento e financiamento

Estrutura financeira para produção, lançamento e circulação do longa-metragem.

R$ 5 mi

Orçamento total

  1. 80% do orçamento R$ 4 mi Produção
  2. 20% do orçamento R$ 1 mi Distribuição & promoção

Financiamento do projeto

10% do orçamento

R$ 500 mil

Já captados

FSA / BRDE Linha de Crédito para Conteúdo e Comercialização – 2024. Valor assegurado para o projeto.

90% do orçamento

R$ 4,5 mi

A captar

  1. R$ 3,5 mi Lei do Audiovisual — Art. 1º-A
  2. R$ 1 mi FSA / BRDE / Arranjos regionais

Produtora

Paralelo 15 Filmes

Acesse o site (abre em nova aba)

A Paralelo 15 Filmes é uma produtora audiovisual sediada em Mato Grosso, com atuação em todas as etapas da cadeia audiovisual, do desenvolvimento e captação de recursos à produção, circulação, distribuição e exibição de obras. Liderada por Bárbara Varela e Marcelo Biss, a empresa construiu uma filmografia que reúne longas-metragens, séries e dezenas de curtas, com presença em festivais nacionais e internacionais. Entre seus longas estão Beatriz Vira-Folhas, Memória de Elefante, Entre Serras e Rios, A Batalha de Shangri-lá e Sísmico.

A produtora também é responsável pelo Box de Curtas, programa colaborativo que já realizou mais de 28 filmes, acumulando mais de 80 premiações e participações em cerca de 600 mostras competitivas ao redor do mundo, além de envolver diretamente mais de 900 profissionais do audiovisual.

Nos últimos anos, a Paralelo 15 ampliou sua atuação na distribuição e comercialização de obras. Seu catálogo já chegou a plataformas e canais como Prime Video, Canal Brasil, TV Brasil, Box Brazil TV Play, SESC e Itaú Play, e a empresa passou também a atuar na distribuição de longas para salas de cinema. Em 2025, teve quatro projetos contemplados no Edital Nacional de Comercialização em Cinema do Ministério da Cultura, com investimento destinado ao lançamento nacional das obras.

A Paralelo 15 vem consolidando uma estrutura capaz de conduzir projetos audiovisuais desde sua concepção até sua chegada às telas, no Brasil e no exterior, tendo uma trajetória que articula desde a produção, desenvolvimento de talentos, circulação e acesso ao público.

  • 6Longas-metragens
  • 28+Curtas-metragens
  • 80+Premiações
  • 600Seleções em festivais

Distribuição nacional

Em 2025, a Paralelo 15 foi a única proponente do país selecionada com quatro longas-metragens no Edital Nacional de Comercialização em Cinema do Ministério da Cultura, com o aporte de R$ 1 milhão para a distribuição de 4 filmes no território nacional.

Porto de partida

Quer embarcar?

barbara@paralelo15filmes.com.br